Angola também pode dar um calote no BNDES

Depois de levar calotes de Moçambique e Venezuela, o BNDES está correndo risco de ter atrasos nos pagamentos dos empréstimos feitos por Angola. Esse dinheiro foi usado no país para a realização de obras feitas por construtoras do Brasil. Para empréstimos desse tipo que foram realizados por alguns países, o BNDES tem para receber cerca de US$ 4,3 bilhões e de todo esse dinheiro, Moçambique, Venezuela e Angola devem juntos em torno de US$ 2 bilhões. Há cerca de vinte anos, o BNDES emprestou US$ 10,5 bilhões para alguns países e recebeu de volta em torno de US$ 8,2 bilhões, contando inclusive com os juros.

O Tesouro Nacional é que vai arcar com as despesas do atraso, já que as transações são seguradas pelo FGE (Fundo de Garantia à Exportação). Esse fundo está ligado ao Ministério da Fazenda e é o responsável por assegurar essa espécie de empréstimo. Segundo os analistas, quando se trata desse assunto envolvendo empréstimos com vencimentos prolongados para os países, é comum que os governos tenham participação nas garantias.

Mas com as contas públicas apresentando déficits e sem verba orçamentária em 2018 para cobrir algum inesperado calote, o país vai ficar ainda mais endividado mesmo que esses empréstimos, sejam pagos futuramente com atraso pelos países devedores.

Segundo fontes do governo, a Venezuela é o país que tem a situação mais preocupante, já que dos US$ 262 milhões que ela deve e que fazem  parte do calote divulgado em setembro  do ano passado, US$ 115 milhões pertencem ao BNDES. Somente esse ano, o banco deveria receber mais US$ 274 milhões de um saldo total de cerca de US$ 814 milhões da Venezuela. O governo acredita que esses valores somente vão ser pagos depois de algumas negociações entre os dois países.

Mas no caso de Angola, que foi o país que fez os maiores empréstimos com o BNDES, o novo governo angolano já avisou que pretende renegociar a dívida externa, principalmente depois da redução dos lucros gerados pelo petróleo. O BNDES, o Ministério da Fazenda e a Embaixada de Angola não quiseram se pronunciar, sendo que o banco negou qualquer comunicação do país em relação aos atrasos.

 

Tesouro Nacional deve receber R$ 130 bilhões do BNDES

Segundo Carlos da Costa, diretor de planejamento do BNDES, declarou que o banco em 2018 pretende ressarcir aos cofres do Tesouro Nacional, os R$ 130 bilhões que estão sendo aguardados pelo Banco Central. Mas segundo o diretor, que falou durante a explanação sobre os novos sistemas operacionais do BNDES, não existe ainda uma previsão para que seja feito esse pagamento, sendo que ele ainda pode ser realizado de forma parcelada.

O banco recebeu da União mais de R$ 530 bilhões, entre os anos de 2008 e 2014. A restituição dos valores devidos começaram em 2016, quando o BNDES fez pagamentos acima de R$100 bilhões. No ano passado,  a devolução foi de R$ 50 bilhões  e para esse ano, a solicitação foi para que houvesse um pagamento em torno de R$ 130 bilhões. Se esses valores não forem ressarcidos aos cofres do Tesouro Nacional, o Banco Central estima que a dívida pública do país pode alcançar cerca de 80% do PIB (Produto Interno Bruto).

Segundo ainda Carlos da Costa, o esforço está sendo feito por todos para melhorar o Brasil, e para que isso aconteça, é necessário que as contas públicas estejam equilibradas. É impossível o crescimento de um país que apresente as suas contas com valores descontrolados. Mas somente isso não é a solução, já que existem países pobres mas que possuem as suas contas sob controle. O BNDES está se esforçando juntamente com o governo federal, para conseguir efetuar esse pagamento de R$130 bilhões em 2018.

O diretor afirmou que esse valor é totalmente viável com as projeções do banco para esse ano. Mas ele revelou que se outros pedidos forem feitos futuramente, o BNDES pode apresentar certas dificuldades para atender outra demanda.

Entre os anos de 2008 a 2014, foram conduzidos ao BNDES pelo Tesouro Nacional em torno de 500 bilhões em títulos públicos, visando ampliar o potencial do BNDES para emprestar valores, que possam garantir os investimentos e incentivar a economia do país. Foram emitidos títulos públicos ao BNDES e o banco negociava esses papéis dentro do mercado, para aumentar o capital e poder conceder ainda mais recursos financeiros.

 

Novas projeções do CMSE são divulgadas para o setor eletroenergético em 2018

Segundo o CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – a extensão das linhas de transmissão implantadas no Brasil em 2017 atingiu a casa dos 6.130 MW, que passou as estimavas de 3.506,9 km traçadas para 2017, um número 74,8% maior. As perspectivas para a expansão da capacidade instalada no impulsionamento de mais energia elétrica para 2018, estão prevista para 5971,5 MW de acordo com a capacidade das novas instalações criadas, e a expansão da rede será de 3.262 km a partir das novas linhas de transmissão, com capacidade de gerar 11.181 MVA e de geração de mais capacidade na Rede Básica.

No mês de dezembro de 2017, passaram a funcionar comercialmente 1.178,5 MW de capacidade diante das novas instalações que somaram 4.249 km de novas linhas instituídas, conseguindo aplicar um potencial de 8.613 MVA na Rede Básica.

O CMSE divulgou dados relativos a “Consulta Pública MME nº 42/2017”, que cuida dos fatos relacionados com a adoção do preço horário vigente no mercado elétrico, e que teve seu prazo de contribuição estendido até o dia 19 de janeiro deste ano. O perigo de o Brasil sofrer déficits de energia este ano está com um percentual revisado de 1,2% e 0,0% para os subsistemas do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente, levando em conta a nova configuração do sistema PMO, instituído no mês de janeiro deste ano.

A nota oficial lançada pelo CMSE no dia 4 de janeiro deste ano aponta para o objetivo em relação às novas condições de suprir a capacidade eletroenergética do Brasil, e informa de forma preliminar as principais decisões e projeções elaboradas e tratadas diante do colegiado.

Dentre elas, pode-se destacar que no ano passado o percentual de 23,8% a mais na previsões de expansão da capacidade eletroenergética no país foi alcançado, e o resultado positivo que os leilões exercidos pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – propuseram ao país, gerando mais investimento no setor de energia de um modo geral, sendo investido mais de R$ 8 bilhões somente em 2017.

 

Anac determinou que os aeroportos com menores demandas não precisarão apresentar caminhão de bombeiros

 

Foi determinado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que no caso de aeroportos com uma demanda de passageiros menor que 200 mil por ano, não vão mais precisar ficar com caminhões específicos para o combate a incêndios,  prontos para agir perante um eventual problema.

A determinação que vale atualmente, diz que aqueles aeroportos que não apresentam caminhões de bombeiros, somente podem operar um voo semanal de uma aeronave de porte maior, ou operar dois voos semanais com aviões menores.

Mas a nova determinação que foi aprovada pela Anac, faz com que 44 novos aeroportos dentro do território brasileiro, não precisem mais ter em suas dependências caminhões de bombeiros para o combate de incêndios.

Isso quer dizer que esses aeroportos podem aumentar a sua demanda de voos semanais, sem precisarem adquirir um caminhão de bombeiros como era a determinação anterior a essa decisão que foi tomada agora.

Os aeroportos vão ter até seis meses para se adequar a essa nova determinação da Anac, mas se a sua demanda de passageiros por ano ficar acima de 200 mil, o aeroporto precisará trocar de categoria e deverá adquirir um caminhão de bombeiros para ficar dentro das suas dependências.

Ricardo Fenelon, diretor da Anac e relator da nova proposta, disse que na sua opinião essa nova determinação, poderá ajudar principalmente no desenvolvimento da aviação local, já que os investimentos poderão ser feitos em outros setores e os aeroportos não precisarão comprar uma dessas unidades, que são necessárias para o combate ao fogo.

Os investimentos vão poder ser realizados no desenvolvimento da aviação local, uma vez que esse capital poderá ser encaminhado para outros setores, podendo aumentar inclusive os investimentos na área da segurança operacional, completou Fenelon.

Segundo ainda o diretor da Anac, todo esse processo de para combater incêndios acaba custando R$ 20 em média para cada passageiro, que passa por aeroportos que possuem uma demanda anual menor do que 200 mil passageiros.

Mas no caso dos aeroportos onde a demanda anual chega a ser maior do que cinco milhões de passageiros, o custo da operação de combate a incêndio fica em torno de R$ 0,58.

Depois de ser investigada por corrupção, a companhia Airbus vai trocar os seus diretores

Um programa foi anunciado pela gigante Airbus tendo como objetivo, a renovação da sua diretoria enquanto averiguações estão sendo realizadas por causa de denúncias de corrupção, envolvendo a Airbus que é uma das maiores companhias de aeronáutica do mundo.

A empresa Airbus garante que o alemão Tomas Enders, diretor-executivo da companhia, não ficará depois do término do seu contrato que encerra em 2019. O francês Fabrice Brégier, o segundo na hierarquia da empresa, vai sair em fevereiro e quem irá ocupar o seu cargo será Guillaume Faury, diretor da Airbus Helicopters.

De acordo com um comunicado da empresa, o conselho administrativo da Airbus resolveu renovar a direção da companhia, visando garantir a continuidade de forma ponderada em seus mais altos cargos.

A companhia está sendo investigada por jurisdições financeiras no Reino Unido e na França, devido às irregularidades em algumas negociações. As averiguações começaram em 2016, após a companhia relatar que desconfiava de supostas irregularidades.

Mas a empresa também está sendo investigada na Alemanha e na Áustria,  pela negociação de aeronaves militares  Eurofighter ao governo do país. O diretor-executivo da Airbus está sendo investigado juntamente com outras pessoas, mas autoridades da Alemanha declararam que existem poucas provas da existência de corrupção.

O diretor do grupo na Europa, Denis Ranque, comentou que o conselho administrativo tem o dever de promover uma continuidade de maneira ponderada, para poder assegurar o equilíbrio por um tempo mais longo e garantir o sucesso da empresa. Segundo ele, o diretor-executivo Tom Enders está contando com o apoio de todos para fazer essa renovação da diretoria.

Durante uma reunião do conselho, Enders informou que não gostaria de renovar o seu mandato como diretor-executivo, e irá deixar a empresa em 2019.

Mas no caso de Fabrice Brégier, ele permanecerá no cargo como diretor da Airbus Commercial Aircraft somente até fevereiro, quando Faury assumirá as suas novas funções. No caso da Airbus Helicopters, vai ser resolvido dentro de algumas semanas quem irá ocupar o cargo que vai vagar de Faury.

A Airbus possui uma prática sucessória que levaria Brégier a ocupar o cargo de Enders, mas devido à essas investigações que a empresa está sofrendo, isso não vai acontecer.

O caso da gigante Airbus está sendo observado atentamente pela Alemanha e pela França, que são acionistas da companhia com 22% cada uma. A empresa possui 134 mil funcionários e colabora com grandes volumes de negócios exteriores das duas nações.

 

Empresa financeira Nubank anuncia mudanças estruturais em seu programa de recompensas

A empresa Nubank, conhecida por sua oferta de cartões de crédito para pessoas com restrições de natureza creditícia, anunciou algumas modificações no Rewards, o seu programa de recompensas. As novidades foram divulgadas no mês de novembro de 2018. O mecanismo que visa recompensar clientes teve seu lançamento realizado em meados de 2017, quando se adotou a tarifa anual de R$ 190.

Dentre as principais notícias anunciadas, o fato de a instituição financeira ter procurado simplificar seus trâmites se destaca. Conforme representantes da organização, o programa Rewards conta com formas fixas de se realizar conversões. Dessa maneira, os cálculos se tornariam mais fáceis de serem executados e compreendidos. Com isso, modifica-se também a pontuação necessária para se obter liquidação de faturas, resultando em economia para o cliente.

Segundo a administração da empresa, atividades de natureza turística poderão acarretar benefícios aos usuários do serviço em questão. Desse modo, os usuários que efetuarem pagamentos relacionados a passagens e diárias de hotéis contarão com a possibilidade de terem custos apagados. Para isso, entretanto, é necessário que para cada real gasto sejam utilizados 80 pontos do cartão de vantagens.

Algumas parcerias da Nubank Rewards também sofreram modificações em suas políticas de recompensas. Assim sendo, as companhias Spotify, Uber, Netflix, Amazon, Ifood, Ingresso Rápido, Rappi e Cabify começam a a exigir a troca de 100 pontos para cada real que se deseja apagar. Vale ressaltar que boa parte das empresas que atuam conjuntamente com a fintech opera em geral por meio do uso de aplicativos, dado o caráter tecnológico dessas instituições.

O anúncio de que a Nubank estabeleceria novas regras para a utilização de seus serviços não ficou restrito aos processos de funcionamento do programa de recompensas aos usuários. Dessa maneira, a empresa financeira também anunciou que novas parcerias passam a integrar o leque de possibilidades contido na organização.

Além de contar com algumas vantagens, tais como aquelas relacionadas à liquidação de despesas, a Nubank apresentou uma nova modalidade de recursos. Trata-se da parceria firmada com a Smiles, que possibilitará com que sua clientela empregue seus pontos acumulados no Rewards também para utilização em alguns tipos de milhagens, ampliando as opções para a clientela.

Saiba mais:

http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2018/11/13/programa-de-recompensas-da-nubank-adota-conversoes-fixas-e-adiciona-parceiros

Natal: pesquisa aponta que 73% dos brasileiros vão às compras

De acordo com pesquisa realizada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito e pela CNLD – Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 110,8 milhões de consumidores brasileiros tem o objetivo de presentear no Natal. Esse número aponta uma expectativa de que 73% dos brasileiros façam suas compras natalinas.

Das pessoas entrevistadas pela pesquisa, 8% do total disseram que não presentearão ninguém neste Natal e 18% se mostraram indecisas sobre se farão as compras antes ou depois da data comemorativa.

De acordo com a intenção de compra dos entrevistados, a estimativa é que tal data renda para o comércio brasileiro, cerca de R$ 51,2 bilhões, valor esse um pouco maior do que foi arrecadado em 2016, período em que a movimentação foi de R$ 50 bilhões.

A explicação para esse pequeno aumento na intenção de compras pelo consumidor brasileiro, segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, é que a data é cheia de simbolismo e isso contagia o consumidor, que investe na compra de presentes, e os empresários que aumentam sua produção sabendo que nessa data é normal essa empolgação e isso compensa os resultados ruins obtidos ao longo do ano.

Gastos do consumidor

De acordo com a pesquisa, a quantidade de presentes de cada entrevistado, este ano, ficará entre quatro ou cinco, praticamente o mesmo número de 2016. Já, quanto ao valor de cada presente, os entrevistados disseram que pretendem gastar em média R$ 103,83, e na compra de todos eles, o valor de R$ 462.

Não houve mudança em relação ao ano anterior, quando o total foi de R$ 465,59. A população com menor poder aquisitivo, pertencentes às classes A e B, este total pode chegar a R$ 630,96, enquanto na C, será de R$ 414,25. Existe, no entanto, uma parcela indecisa de 43% de consumidores, que ainda não sabem o valor que desembolsarão para os presentes de Natal.

A pesquisa mostrou também uma parcela de consumidores, que representam 20% da amostra, que não tem o hábito de presentear nessa data. Alguns consumidores, 17%, disseram que a crise econômica interfere nas suas condições financeiras. Outros 15% revelaram estar desempregados e, por isso, não terem condições de presentear. Por fim, 10% disseram que as dívidas os impedem de comprar nesse período.