Telescópio canadense encontra misteriosos sons de rádio vindos do espaço

Um novo radiotelescópio canadense, ainda não totalmente operacional, já detectou mais de uma dúzia das rápidas explosões misteriosas vindas do espaço profundo, conhecidas como rajadas de rádio rápidas (FRBs). Anteriormente apenas um evento parecido foi observado, relatam os pesquisadores na reunião anual da American Astronomical Society. Os primeiros resultados do Experimento Canadense de Mapeamento da Intensidade de Hidrogênio (CHIME) sugerem que o escopo está a caminho de adicionar centenas ou mesmo milhares de FRBs aos cerca de 60 já conhecidos – revelando a fonte desses poderosos pulsos de milissegundos no processo.

“Isso realmente aponta para o fato de que o CHIME está destinado a revolucionar o campo de FRBs”, diz Sarah Burke-Spolaor, da Universidade de Virginia, que não esteve envolvida na pesquisa.

Conforme as notícias do mundo científico, FRBs são um dos tópicos mais discutidos da astronomia. Os pesquisadores não querem apenas descobrir o que são, eles também querem usá-los para coletar informações sobre o assunto que reside nos vastos alcances entre as galáxias. À medida que viajam pelo espaço profundo, os pulsos FRB se espalham por todos os elétrons que encontram, revelando informações sobre a densidade do meio intergaláctico. Isso seria uma contribuição valiosa para os modelos da estrutura em larga escala do cosmos. “FRBs poderia ser uma boa maneira de entender a evolução do nosso universo”, diz Vishal Gajjar, da Universidade da Califórnia, Berkeley, também não é membro da equipe do CHIME.

Os astrônomos começaram a levar as FRBs a sério quando, no início desta década, as equipes descobriram que os pulsos vinham de galáxias distantes. Essa descoberta baseou-se na estrutura dos próprios pulsos: Entre as frequências que os compõem, os fótons de maior comprimento de onda ficam atrás dos mais curtos. A quantidade de atraso em um pulso que chega é muito grande para o FRB ser de uma fonte dentro da Via Láctea. Anteriormente, alguns cientistas achavam que eventos explosivos em nossa galáxia, como fusões de supernovas ou de estrelas de nêutrons, poderiam ser responsáveis pelas explosões. Entretanto, apesar de muitas teorias (cerca de 47), o que gera FRBs ainda é um mistério para a comunidade científica.

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