Novas projeções do CMSE são divulgadas para o setor eletroenergético em 2018

Segundo o CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – a extensão das linhas de transmissão implantadas no Brasil em 2017 atingiu a casa dos 6.130 MW, que passou as estimavas de 3.506,9 km traçadas para 2017, um número 74,8% maior. As perspectivas para a expansão da capacidade instalada no impulsionamento de mais energia elétrica para 2018, estão prevista para 5971,5 MW de acordo com a capacidade das novas instalações criadas, e a expansão da rede será de 3.262 km a partir das novas linhas de transmissão, com capacidade de gerar 11.181 MVA e de geração de mais capacidade na Rede Básica.

No mês de dezembro de 2017, passaram a funcionar comercialmente 1.178,5 MW de capacidade diante das novas instalações que somaram 4.249 km de novas linhas instituídas, conseguindo aplicar um potencial de 8.613 MVA na Rede Básica.

O CMSE divulgou dados relativos a “Consulta Pública MME nº 42/2017”, que cuida dos fatos relacionados com a adoção do preço horário vigente no mercado elétrico, e que teve seu prazo de contribuição estendido até o dia 19 de janeiro deste ano. O perigo de o Brasil sofrer déficits de energia este ano está com um percentual revisado de 1,2% e 0,0% para os subsistemas do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente, levando em conta a nova configuração do sistema PMO, instituído no mês de janeiro deste ano.

A nota oficial lançada pelo CMSE no dia 4 de janeiro deste ano aponta para o objetivo em relação às novas condições de suprir a capacidade eletroenergética do Brasil, e informa de forma preliminar as principais decisões e projeções elaboradas e tratadas diante do colegiado.

Dentre elas, pode-se destacar que no ano passado o percentual de 23,8% a mais na previsões de expansão da capacidade eletroenergética no país foi alcançado, e o resultado positivo que os leilões exercidos pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – propuseram ao país, gerando mais investimento no setor de energia de um modo geral, sendo investido mais de R$ 8 bilhões somente em 2017.

 

Anac determinou que os aeroportos com menores demandas não precisarão apresentar caminhão de bombeiros

 

Foi determinado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que no caso de aeroportos com uma demanda de passageiros menor que 200 mil por ano, não vão mais precisar ficar com caminhões específicos para o combate a incêndios,  prontos para agir perante um eventual problema.

A determinação que vale atualmente, diz que aqueles aeroportos que não apresentam caminhões de bombeiros, somente podem operar um voo semanal de uma aeronave de porte maior, ou operar dois voos semanais com aviões menores.

Mas a nova determinação que foi aprovada pela Anac, faz com que 44 novos aeroportos dentro do território brasileiro, não precisem mais ter em suas dependências caminhões de bombeiros para o combate de incêndios.

Isso quer dizer que esses aeroportos podem aumentar a sua demanda de voos semanais, sem precisarem adquirir um caminhão de bombeiros como era a determinação anterior a essa decisão que foi tomada agora.

Os aeroportos vão ter até seis meses para se adequar a essa nova determinação da Anac, mas se a sua demanda de passageiros por ano ficar acima de 200 mil, o aeroporto precisará trocar de categoria e deverá adquirir um caminhão de bombeiros para ficar dentro das suas dependências.

Ricardo Fenelon, diretor da Anac e relator da nova proposta, disse que na sua opinião essa nova determinação, poderá ajudar principalmente no desenvolvimento da aviação local, já que os investimentos poderão ser feitos em outros setores e os aeroportos não precisarão comprar uma dessas unidades, que são necessárias para o combate ao fogo.

Os investimentos vão poder ser realizados no desenvolvimento da aviação local, uma vez que esse capital poderá ser encaminhado para outros setores, podendo aumentar inclusive os investimentos na área da segurança operacional, completou Fenelon.

Segundo ainda o diretor da Anac, todo esse processo de para combater incêndios acaba custando R$ 20 em média para cada passageiro, que passa por aeroportos que possuem uma demanda anual menor do que 200 mil passageiros.

Mas no caso dos aeroportos onde a demanda anual chega a ser maior do que cinco milhões de passageiros, o custo da operação de combate a incêndio fica em torno de R$ 0,58.

Depois de ser investigada por corrupção, a companhia Airbus vai trocar os seus diretores

Um programa foi anunciado pela gigante Airbus tendo como objetivo, a renovação da sua diretoria enquanto averiguações estão sendo realizadas por causa de denúncias de corrupção, envolvendo a Airbus que é uma das maiores companhias de aeronáutica do mundo.

A empresa Airbus garante que o alemão Tomas Enders, diretor-executivo da companhia, não ficará depois do término do seu contrato que encerra em 2019. O francês Fabrice Brégier, o segundo na hierarquia da empresa, vai sair em fevereiro e quem irá ocupar o seu cargo será Guillaume Faury, diretor da Airbus Helicopters.

De acordo com um comunicado da empresa, o conselho administrativo da Airbus resolveu renovar a direção da companhia, visando garantir a continuidade de forma ponderada em seus mais altos cargos.

A companhia está sendo investigada por jurisdições financeiras no Reino Unido e na França, devido às irregularidades em algumas negociações. As averiguações começaram em 2016, após a companhia relatar que desconfiava de supostas irregularidades.

Mas a empresa também está sendo investigada na Alemanha e na Áustria,  pela negociação de aeronaves militares  Eurofighter ao governo do país. O diretor-executivo da Airbus está sendo investigado juntamente com outras pessoas, mas autoridades da Alemanha declararam que existem poucas provas da existência de corrupção.

O diretor do grupo na Europa, Denis Ranque, comentou que o conselho administrativo tem o dever de promover uma continuidade de maneira ponderada, para poder assegurar o equilíbrio por um tempo mais longo e garantir o sucesso da empresa. Segundo ele, o diretor-executivo Tom Enders está contando com o apoio de todos para fazer essa renovação da diretoria.

Durante uma reunião do conselho, Enders informou que não gostaria de renovar o seu mandato como diretor-executivo, e irá deixar a empresa em 2019.

Mas no caso de Fabrice Brégier, ele permanecerá no cargo como diretor da Airbus Commercial Aircraft somente até fevereiro, quando Faury assumirá as suas novas funções. No caso da Airbus Helicopters, vai ser resolvido dentro de algumas semanas quem irá ocupar o cargo que vai vagar de Faury.

A Airbus possui uma prática sucessória que levaria Brégier a ocupar o cargo de Enders, mas devido à essas investigações que a empresa está sofrendo, isso não vai acontecer.

O caso da gigante Airbus está sendo observado atentamente pela Alemanha e pela França, que são acionistas da companhia com 22% cada uma. A empresa possui 134 mil funcionários e colabora com grandes volumes de negócios exteriores das duas nações.

 

Empresa financeira Nubank anuncia mudanças estruturais em seu programa de recompensas

A empresa Nubank, conhecida por sua oferta de cartões de crédito para pessoas com restrições de natureza creditícia, anunciou algumas modificações no Rewards, o seu programa de recompensas. As novidades foram divulgadas no mês de novembro de 2018. O mecanismo que visa recompensar clientes teve seu lançamento realizado em meados de 2017, quando se adotou a tarifa anual de R$ 190.

Dentre as principais notícias anunciadas, o fato de a instituição financeira ter procurado simplificar seus trâmites se destaca. Conforme representantes da organização, o programa Rewards conta com formas fixas de se realizar conversões. Dessa maneira, os cálculos se tornariam mais fáceis de serem executados e compreendidos. Com isso, modifica-se também a pontuação necessária para se obter liquidação de faturas, resultando em economia para o cliente.

Segundo a administração da empresa, atividades de natureza turística poderão acarretar benefícios aos usuários do serviço em questão. Desse modo, os usuários que efetuarem pagamentos relacionados a passagens e diárias de hotéis contarão com a possibilidade de terem custos apagados. Para isso, entretanto, é necessário que para cada real gasto sejam utilizados 80 pontos do cartão de vantagens.

Algumas parcerias da Nubank Rewards também sofreram modificações em suas políticas de recompensas. Assim sendo, as companhias Spotify, Uber, Netflix, Amazon, Ifood, Ingresso Rápido, Rappi e Cabify começam a a exigir a troca de 100 pontos para cada real que se deseja apagar. Vale ressaltar que boa parte das empresas que atuam conjuntamente com a fintech opera em geral por meio do uso de aplicativos, dado o caráter tecnológico dessas instituições.

O anúncio de que a Nubank estabeleceria novas regras para a utilização de seus serviços não ficou restrito aos processos de funcionamento do programa de recompensas aos usuários. Dessa maneira, a empresa financeira também anunciou que novas parcerias passam a integrar o leque de possibilidades contido na organização.

Além de contar com algumas vantagens, tais como aquelas relacionadas à liquidação de despesas, a Nubank apresentou uma nova modalidade de recursos. Trata-se da parceria firmada com a Smiles, que possibilitará com que sua clientela empregue seus pontos acumulados no Rewards também para utilização em alguns tipos de milhagens, ampliando as opções para a clientela.

Saiba mais:

http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2018/11/13/programa-de-recompensas-da-nubank-adota-conversoes-fixas-e-adiciona-parceiros

Natal: pesquisa aponta que 73% dos brasileiros vão às compras

De acordo com pesquisa realizada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito e pela CNLD – Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 110,8 milhões de consumidores brasileiros tem o objetivo de presentear no Natal. Esse número aponta uma expectativa de que 73% dos brasileiros façam suas compras natalinas.

Das pessoas entrevistadas pela pesquisa, 8% do total disseram que não presentearão ninguém neste Natal e 18% se mostraram indecisas sobre se farão as compras antes ou depois da data comemorativa.

De acordo com a intenção de compra dos entrevistados, a estimativa é que tal data renda para o comércio brasileiro, cerca de R$ 51,2 bilhões, valor esse um pouco maior do que foi arrecadado em 2016, período em que a movimentação foi de R$ 50 bilhões.

A explicação para esse pequeno aumento na intenção de compras pelo consumidor brasileiro, segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, é que a data é cheia de simbolismo e isso contagia o consumidor, que investe na compra de presentes, e os empresários que aumentam sua produção sabendo que nessa data é normal essa empolgação e isso compensa os resultados ruins obtidos ao longo do ano.

Gastos do consumidor

De acordo com a pesquisa, a quantidade de presentes de cada entrevistado, este ano, ficará entre quatro ou cinco, praticamente o mesmo número de 2016. Já, quanto ao valor de cada presente, os entrevistados disseram que pretendem gastar em média R$ 103,83, e na compra de todos eles, o valor de R$ 462.

Não houve mudança em relação ao ano anterior, quando o total foi de R$ 465,59. A população com menor poder aquisitivo, pertencentes às classes A e B, este total pode chegar a R$ 630,96, enquanto na C, será de R$ 414,25. Existe, no entanto, uma parcela indecisa de 43% de consumidores, que ainda não sabem o valor que desembolsarão para os presentes de Natal.

A pesquisa mostrou também uma parcela de consumidores, que representam 20% da amostra, que não tem o hábito de presentear nessa data. Alguns consumidores, 17%, disseram que a crise econômica interfere nas suas condições financeiras. Outros 15% revelaram estar desempregados e, por isso, não terem condições de presentear. Por fim, 10% disseram que as dívidas os impedem de comprar nesse período.

 

Um espaço será criado pelo Bradesco para receber os seus correntistas com maiores rendas

Aumentando o foco em correntistas com maior poder aquisitivo,  o Bradesco que com a compra do HSBC,  acabou recebendo um alto número de correntistas dessa classe da população, está procurando melhorar o atendimento desses clientes e vai criar um espaço visando um melhor relacionamento, e capaz de captar novos contratos com esses clientes da classe A da população do país.

A implantação desse novo espaço será da responsabilidade de Guilherme Muller Leal, que era o Diretor Executivo do setor Corporate, que cuida das grandes empresas. Em seu lugar como diretor da Corporate, assume Bruno Melo Boetger, que antes ocupava o cargo de Diretor do Departamento de Câmbio.

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco, declarou através de uma nota, que o banco está visando com essas mudanças, o fortalecimento do suporte de um setor que tem grandes expectativas de crescer no país. Ele acrescenta que a história bancária nacional não poderá ser relatada na próxima década, sem dar a importância necessária qualificada ao setor de altos rendimentos. A tranquilidade econômica e o aumento dela resultante, explicam a decisão tática que o banco anunciou.

Guilherme Muller Leal está trabalhando no Bradesco há dezoito anos, é economista e fez pós-graduação na PUC-RJ em finanças corporativas. Ele também fez especialização em projetos internacionais de executivos, um deles em Wharton School. Bruno Melo Boetger está há dez anos no Bradesco, e passará a integrar o grupo de especialistas que formam a Diretoria Executiva do banco. Ele é formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e fez mestrado na Universidade Cornell, na área de finanças.

O Bradesco também fez mudanças entre os gestores de Varejo e Produtos. O Diretor Executivo do setor do Varejo era Aurélio Guido Pagani, que passou a ser Diretor Executivo de Produtos. O responsável pelos produtos, João Carlos Gomes, agora passa a ser o Diretor do setor do Varejo.

De acordo com o Bradesco, essas transferências têm como objetivo consolidar as experiências para a ascensão da carreira dos executivos dentro do banco. Segundo Trabuco, a meta é criar um grupo que possa liderar e que apresente habilidades variadas dentro da instituição bancária.

 

Os custos da construção civil no Brasil fecham novembro de 2017 em alta

De acordo com o Sinapi – Sistema Nacional de Pesquise de Custo e Índicel da Construção Civil – houve um crescimento de 0,48% no mês de novembro de 2017, fechando o mês acima dos 0,16% de crescimento no mês de outubro deste ano. Os dados foram divulgados no dia 8 de novembro deste ano pelo IBGE – Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística.

O mês de novembro de 2016 teve o fechamento de 0,1% no acumulado do ano. Segundo o IBGE, o resultado representado é o segundo maior do ano, perdendo apenas para o mês de julho, que ficou em 0,58%. Em relação ao total acumulado na sequência dos últimos 12 meses, o índice teve avanços de 4,15%, número superior aos 3,75% ao longo dos últimos 12 meses. Com o valor acrescentado este ano, os custos operacionais do metro quadrado na construção civil saltou de R$ 1.059,68 para R$ 1.064,76.

Esse valor é distribuído entre materiais utilizado e os custos de mão de obra, com R$ 544,19 e R$ 520,57 respectivamente. Também houve alta nos valores dos materiais de construção, atingindo a casa dos 0,67% este ano. No mês de outubro deste ano, o crescimento foi de 0,2%. Considerando que houve uma deflação de 0,06% registrada no mês de novembro de 2016, a alta registrada esse ano foi considerada bastante expressiva, atingindo 0,73 ponto percentual. No mesmo período, houve uma valorização da mão de obra, atingido 0,28%, superando os 0,12% no mês de outubro.

Pelo segundo mês consecutivo, o Centro-Oeste conseguiu se destacar com a maior alta, influenciada pelo aumento do preço do material de construção civil nos três estado da região. A variação mais alta no país ficou com Mato Grosso. O aumento relativo a este setor foi devido ao reajuste salarial de 0,94% realizado pelo estado segundo um acordo coletivo firmado para a categoria.

Mais um dado levantado pelo IBGE apontou índices de alta em todas as demais regiões do Brasil: Norte, apresentou uma alta de 0,34%; Nordeste, fechou com 0,51%, Sudeste, teve uma alta de 0,47% e o Sul, teve a menor alta, fechando com 0,2%. Os valores dos custos regionais, contabilizados a partir do metro quadrado, chegaram a R$ 1.110,09 na região Sudeste; a região Sul fechou com R$ 1.103,97; Centro-Oeste fechou com R$ 1081,84; Norte fechou com R$ 1066,13; e a região Nordeste é a menor com o metro quadrado, fechando em R$ 988,82.

 

Declaração do Imposto de Renda tem nova instrução normativa publicada

Uma nova instrução normativa foi publicada pela Receita Federal no DOU – Diário Oficial da União, instruindo uma nova regra para a declaração de dependentes. A partir do dia 20 de novembro, data em que a instrução foi publicada, a Receita Federal reduziu a idade mínima para a declaração de dependentes no Imposto de Renda para 8 anos, com a exigência do CPF – Cadastro de Pessoas Físicas, no momento da declaração.

A nova instrução normativa passará a valer assim que a próxima declaração do Imposto de Renda tiver o prazo iniciado, que no caso será referente ao ano base de 2017. Contudo a declaração que ocorrerá em 2019, que é em relação ao ano base de 2018, terá como obrigatoriedade a inscrição de todos os dependentes ao CPF, independentemente de quantos anos tenha o dependente da declaração, informou o Fisco.

Neste ano, a declaração do Imposto de Renda tinha como obrigatoriedade a documentação de dependentes com a partir de 12 anos. A idade havia foi reduzida de 14 para 12 anos, para que o declarante pudesse declarar como dependente durante o processo do Imposto de Renda.

A Receita Federal ainda informou em nota que a instrução normativa publicada no DOU tem como objetivo evitar que os declarantes utilizem informaçõe falsas para declarar o Imposto de Renda. Além disso, a nova instrução normativa poderá acelerar os processos da restituição do Imposto de Renda por parte do declarante.

Atualmente, a Receita Federal entende como dependente diversos membros da família, esses membros nem sempre são constituídos pelos filhos do declarante. É possível incluir netos, companheiro(a), filhos, cônjuge, avós, pais e até mesmo sogros como dependentes a declaração do Imposto de Renda.

Ao declarar um dependente na declaração, o declarante diminui a contribuição tributária, pois o governo federal entende que aquele cidadão precisa de uma quantia maior para manter seu orçamento mensal. Contudo, a inclusão desses dependentes só pode ser feita através de algumas regras em específico para cada um dos tipos de dependentes.

Embora a regra seja aplicada a todos os declarantes do Imposto de Renda, todos os anos novas instruções são divulgadas pela Receita Federal, o que pode alterar as regras para a declaração de dependentes. Por isso, antes de realizar a declaração do Imposto de Renda o declarante deve se ater a todas as especificações publicadas no ano da declaração.

 

Ministro Osmar Terra informou que o Bolsa Família terá aumento em 2018

O ministro Osmar Terra do Ministério do Desenvolvimento Social, informou no dia 13 de novembro que o programa Bolsa Família passará por um reajuste no valor pago aos beneficiários brasileiros. Segundo as informações fornecidas pelo ministro, o governo federal reajustará os valores a partir de 2018.

Osmar Terra revelou que o reajuste será para aumentar o valor do benefício, que no ano que vem, poderá ficar acima da inflação acumulada registrada no último reajuste do benefício ocorrido no mês de julho de 2016. Nesse último reajuste, a alta média chegou a 12,5%.

Segundo o ministro, a expectativa para o novo reajuste é de que o próximo aumento seja feito entre os meses de março e abril de 2018. Além disso, o ministro ainda avaliou que a inflação mais baixa contribui para que o aumento do benefício seja maior.

O governo federal já havia divulgado anteriormente uma nota dizendo que o benefício passaria por um reajuste no valor pago aos beneficiários, mas voltou atrás com a decisão quando os números das contas públicas pioraram neste ano.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou que atualmente, cerca de 13,5 milhões de brasileiros recebem o benefício do programa Bolsa Família. Sendo assim, todas essas pessoas já podem contar com a expectativa de um aumento no valor do benefício no ano que vem. Outra informação divulgada pelo ministério diz que o orçamento previsto para que isso ocorra é de R$ 91 bilhões em 2018, um número maior do que o destinado para este ano que foi de R$ 80 bilhões.

Segundo Terra, esse aumento também tem influência de outros fatores que ocorreram neste ano, como a revisão de certos benefícios concedidos a alguns brasileiros. Somente a revisão do auxílio-doença, contribuiu para que os cofres públicos tivessem uma economia de cerca de 5 bilhões neste ano.

O ministro informou sobre o aumento: “E até o ano que vem vão ser R$ 19 bilhões, numa população de 1,7 milhão de pessoas que estavam recebendo o auxílio-doença há mais de dois anos sem revisão”.

Segundo Osmar Terra, o reajuste também está de acordo com as novas políticas adotadas pelo governo em relação aos beneficiários do programa Bolsa Família.

 

Luiz Carlos Trabuco concede entrevista acerca do novo presidente do Bradesco

Em uma entrevista concedida para explicar melhor as novas mudanças feitas no conselho de administração do Banco Bradesco, o executivo Luiz Carlos Trabuco Cappi informou que o novo presidente da empresa será escolhido a partir dos nomes que já fazem parte da diretoria executiva da instituição. Essa premissa segue a tradição da empresa, a qual tem o costume histórico de escolher novos presidentes do seu próprio quadro de diretores.

No início do mês de outubro, a empresa havia declarado de forma oficial que Lázaro de Mello Brandão deixou a função de presidente do conselho de administração do banco, sendo substituído pelo seu vice-presidente, e também presidente executivo da instituição, Luiz Carlos Trabuco Cappi.

No que diz respeito a escolha do novo presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi destacou que o Bradesco é uma instituição imensa e complexa, considerações importantes para a escolha do nome mais indicado para comandar a corporação. Enquanto essa escolha não for feita, o executivo ficará responsável por exercer esses dois cargos, tanto de presidente da empresa, como também de líder do conselho administrativo.

De acordo com as previsões atuais, o próximo presidente irá ser anunciado em março, que é para quando está agendada uma reunião do conselho e também a assembleia entre os acionistas. Em um período de aproximadamente um mês antes desses eventos, a instituição bancária deverá informar ao Banco Central quem será o novo presidente.

Ainda durante a entrevista cedida por Luiz Carlos Trabuco Cappi, ele defendeu a tese de que a economia do Brasil voltará a crescer em razão do consumo das famílias. Para o executivo, essa certeza o mantém otimista a curto e médio prazo, somada a noção de que economia do país também tem demonstrado ser bastante independente do que tem ocorrido em esfera política, como é possível constatar através do substancial aumento no fluxo de investimentos estrangeiros, que tem batido recordes ao longo dos últimos meses. Apesar de não ter falado muito a respeito da demanda por crédito, o executivo disse acreditar que o futuro avanço econômico irá ajudar no aumento deste.

Lázaro de Mello Brandão deixou a função de presidente do conselho administrativo, na qual estava há quase trinta anos, tendo como objetivo prorrogar em alguns meses a permanência de Luiz Carlos Trabuco Cappi na presidência do banco, levanto em consideração que as regras da instituição determinam que ele deixasse o cargo após ter completado 65 anos de idade.

Segundo ele, ao estender o mandato do presidente, a decisão sobre quem irá substituí-lo na função terá a oportunidade de ser tomada com mais cautela. Ele destacou também que o atual presidente possui plena capacidade de exercer simultaneamente os dois cargos de liderança e fazer um excelente trabalho.

Acerca dos desafios que serão enfrentadas pelo novo presidente do banco, Brandão ressaltou que o maior deles será em relação ao crescente avanço da tecnologia digital e a forma como parte dos correntistas da instituição ainda permanece relutante em abraçar essas novas tecnologias. Nos dias de hoje, o Bradesco conta com cerca de 27 milhões de correntista, e destes, mais de 13 milhões ainda não apresentaram interesse em fazer uso das plataformas digitais do banco.